domingo, 31 de julho de 2011

Faz por isso! - III

O atraso... - Capítulo III




Mariana: Eu à pouco tempo terminei uma relação, e foi com o meu primeiro namorado… E como era de esperar estou a sofrer bastante…
Cátia: Ah… Mas olha linda, é normal, principalmente na primeira relação sofrer-se imenso, claro que custa, mas temos de ser fortes e aguentar tudo isso! Eu também já passei por essa situação, mas com o tempo ele saiu-me em parte do coração, mas agora somos grandes amigos! Tens de o esquecer, distrair-te!
Mariana: Sim… Mas agora que já comecei a esquecê-lo, ele ontem pediu-me mais uma vez em namoro… Mas estaríamos a voltar a quinta vez, e eu já sei como é que depois é sempre… Mas por um lado… Quero TANTO!
Cátia: Não Mariana! Não aceites! Se terminam sempre da mesma maneira e já o estas a esquecer não aceites… Depois custa mais, acredita! Também caí nesse erro, infelizmente…
Mariana: Eu sei, mas custa tanto! (depois de olhar para o relógio) Ah! Olha dá-me só o teu número que tenho mesmo de ir! Estou meia hora atrasada! (Depois de Cátia já ter dado o número a Mariana) Obrigada, eu já te mando um toque só para ficares com o meu, vá até amanhã e obrigada!
Cátia: De nada, vai lá, vai lá!
Quando Mariana passou o portão de casa, viu o seu pai sentado numa cadeira do jardim à espera dela…
Mariana: Boa noite pai! Desculpa o atraso, encontrei uma “amiga”. Então e que estás aqui a fazer?
Pai: Mariana, já viste as horas?! Meia hora de atraso! Meia hora Mariana!
Mariana: Desculpa pai… Eu sei que me atrasei… Mas nem reparei nas horas…
Pai: Tudo bem filha, mas não quero que voltes a repetir isto sem me avisares. Agora vamos para dentro que a mãe está preocupada!

Continua…

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Faz por isso! - II

Nomes... - Capítulo II




Eu já esperando estas perguntas sorri-lhe e disse: Pois não… Mas vi-te da janela do meu quarto, e pareces estar a sofrer, não sei porquê, mas senti que precisavas de mim, parecia que me chamavas…
Ela – Olha… Eu não te conheço, nem sei como te chamas, mas vou-te contar tudo… Pois também sinto que me podes ajudar… E necessidade em desabafar contigo… Contigo… Alguém que nem o nome sei… Mas já agora… Como te chamas? Eu sou a Mariana…
Estas palavras deram-me um pouco de alegria, pois fiquei a saber que a Mariana sentia o mesmo que eu… E assim sendo, olhei-a com um sorriso escondido e respondi: Ainda bem que vais confiar em mim, eu sei que não é fácil fazê-lo, visto que não me conheces, mas podes contar comigo! Eu chamo-me Cátia, Cátia Fernandes…
Mariana: Oh! Que engraçado! Temos o mesmo apelido! Ainda vamos ser grandes amigas, vais ver!
Isto deixou-me a pensar ainda mais na hipótese de que ela poderia ter alguma coisa a haver comigo… Pois eu tinha sido deixada pelos meus pais quando nasci, eu e outra irmã, penso que gémea, mas não me deram certezas de nada… E agora esta rapariga estava a deixar-me desconfiada se seria ela… Pois os nossos pais adoptivos deixaram-nos manter o nome, não mudaram nada…
No fim de este pensamento tão repentino, respondi-lhe: Ah! Que engraçado! Sim, claro que vamos querida!
Mariana: Bem… Eu agora vou-te contar o que se passa comigo, e depois dás-me o teu número para depois combinarmos alguma coisa aqui, pois já tenho pouco tempo… Então… o que se passa comigo é o seguinte…

                                                                                                                                Continua…

Faz por isso! - I

                                                                 
inicio do reencontro... - Capítulo I

Hoje estava sentada na varanda do meu quarto, observando a beleza da natureza que todos os dias me rodeia, quando ao longe, naquele monte, vi alguém, uma pessoa, de cabeça arreada, tive a sensação de que era uma pessoa sofrendo. Foi então que me levantei e saí de casa a correr, sem nada dizer. Não sei bem porquê, mas senti que aquela pessoa precisava de mim, parecia que me chamava!
Quando já conseguia ver aquela pessoa, que tanto me preocupara, pude concluir que era uma rapariga. Parei então de correr e comecei a andar, tentando controlar a minha respiração ofegante. Foi então que cheguei diante aquela rapariga, de cabelos castanhos-claros. Ela ainda não tivera notado a minha presença, mas eu fiz questão de que ela soubesse, baixei-me e sussurrei-lhe ao ouvido, ‘Que tens?’. Lentamente levantou um pouco a cabeça, olhou-me nos olhos e perguntou, ‘ Quem és tu? Que fazes aqui?”. Parecia ter a minha idade, tinha uma beleza jamais vista, e isso chamou-me ainda mais atenção! Respondi-lhe então: Vi-te da janela do meu quarto… Pareceu-me que estavas a chorar, quis vir-te apoiar! Foi quando a olhei bem nos olhos, e encontrei algumas parecenças entre nós, mas resolvi não dizer nada… Ela ainda muito espantada questionou-me: Mas porquê?! Tu não me conheces, nunca me viste… Porquê?!...


Continua...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A tua falta dá cabe de mim!




Fixo o olhar no relógio, o tempo parece ter parado, não chega o dia de te ver, poderá ser ironia do destino, ou poderá ser um teste ao nosso amor. Mas eu não vou chegar ao fim, não irei preencher todas estas perguntas, não, pois não terei tempo! Tenho de fugir, vou fugir as regras, vou trepar a montanha clandestinamente, vou chegar ao cimo, vou-te abraçar, apertar com toda a força e não largar mais! Mas sou obrigada a largar-te por momentos, sou obrigada a regressar, e no regresso irei cair do alto da colina, alguns arranhões, talvez um golpe profundo, e até talvez um desmaio depois de bater com a cabeça, algum tempo de recuperação. Mas o resultado do teste será um 100%! Apesar de não o ter terminado como pedido, demonstrei com toda a coragem, com todo o amor, com o verdadeiro sentimento que o que guardo no meu coração a teu respeito, é mais profundo, mais forte, mais sentimental, mais tudo do que apenas palavras, as quais juntas não dariam a verdadeira resposta. Preciso de ti, preciso dos teus abraços, preciso do teu sorriso, preciso das tuas palavras, preciso do teu olhar, preciso do teu toque, preciso de ti meu amor!
Aprendi a viver contigo, aprendi a viver o dia-a-dia a teu lado, aprendi a contar contigo sempre que preciso, aprendi a olhar para o lado e saber que és meu, que me pertences! Saber isso dá-me um orgulho enorme, dá-me um prazer incontrolável, um brilho nos olhos ímpar! *_*
Porque contigo tudo é perfeito, e já não sei o que é ter um dia imperfeito, um dia em que não tenha a tua presença, e isso dá-me voltas a cabeça, faz-me pensar de que maneira conseguirei parar isso, porque apesar de tudo o que temos, não posso viver dependendo sempre de ti, mas sim sabendo que quando tu precisares de mim eu vou poder-te ajudar assim como tu a mim. E para isso não posso depender totalmente de ti, mas sim aprender a ser como tu!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

O reencontro na floresta...




De manhã acordei e depressa uma forte vontade de ter tudo de volta me invadiu a alma. Mas porquê, se toda essa ideia estava já afastada do meu pensamento.
Passei o dia pensando em ti, no porquê de ainda permaneceres no meu coração ao fim de tanto tempo. A única resposta que encontrei foi, eu amar-te de verdade, e isso impede-me de te deixar partir.
Ao mesmo tempo que recordava tudo sorria, afinal tudo era a minha história de amor, na qual eu fui feliz!
 Aprendi a viver o dia-a-dia contigo, mas quando te perdi, perdi-me em mim também, parecia um ser estranho ao que o rodeava, nada fazia sentido, estava de tal modo habituada a que tudo acontecesse contigo a meu lado, que quando assim não era sentia-me perdida.
Agora já me adaptei, mas ainda assim não totalmente.
Esta noite já exausta fui-me deitar na minha cama, querendo relaxar, adormecer, foi então que fechei os olhos e tentei esquecer todos os pensamentos que me invadiam. Mas mais uma vez a tua imagem me apareceu na cabeça, mais uma vez ouvi aquela tua doce voz.
Contigo no pensamento adormeci, mas tu ficaste para o sonho... “O sonho do regresso”!
Mas quando vais isto terminar?! Sonhos, imagens, vozes, TUDO!
Perder-te foi como perder o meu norte, perder-me numa floresta sem fim, sem saída.
 Entrei mesmo nessa floresta, a qual tanto temia que me raptasse, e agora... Estou aqui, presa, sem saber o que fazer, sou sua refém. Está frio e a escurecer, preciso de alguma maneira de sair daqui, alguma maneira de encontrar o meu norte, a saída.
Em casa esperam-me preocupados, tu que aqui me prendeste és o único que me poderás também soltar e acabar com toda a preocupação dos meus próximos.
Mas tu não apareces, fugiste, escondeste-te, estás-me observando, vendo até onde sou capaz de ir, até onde resisto, estás atrás da árvore onde me estou refugiando. Eu sei da tua presença, mas quero que apareças por vontade própria, eu vou resistir até ao fim, não vou fracassar não! Mostra o teu melhor, mostra que me amas, e não continues a dar provas do contrário, aparece! ;)
Aqui vou ficar, tu estás prestes a vir-me dar o teu amor, e todo o mundo vai-me procurar, ninguém saberá onde poderei eu estar. Mas todos sentirão a tua falta, e aí perceberão, “Eles estão juntos, então ela está segura, ela ao lado dele é feliz!”